segunda-feira, 18 de maio de 2026

vivo a tua demora perdida no vento.

no silêncio nascem as frases
e olhares que ficam tristes…

desligo a lua,
levanto a manhã onde habito,
e escrevo poemas
à sombra das palavras…





sábado, 16 de maio de 2026

(a vida é traiçoeira. vamos regressando devagar)

escrevo com sangue
a dor perdida
no refúgio dos ventos …

na minha sombra
desenho o poema
feito encontro de silêncios.




domingo, 10 de maio de 2026

 

sigo o rasto que deixas
em mim.
bebo o cheiro do olhar
que deixas nas esquinas
feitas de sorrisos e instantes…

o crepúsculo está algures.

no meu peito
ainda o sabor do quente das palavras.




sexta-feira, 8 de maio de 2026

 

viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio

ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados




quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

há um orvalho que nasce
a cada madrugada
e um silêncio
que se espalha na noite
alheio ao rumor do vento…

e eu escrevo o poema
com nudez nas palavras






terça-feira, 5 de maio de 2026

 

sentado nos dias
desfilo versos na geometria dos momentos
e guardo o aroma das palavras
no florir das manhãs…

sinto as horas,
vejo os sonhos,
bebo beijos,
calo o silêncio

e nesta certeza quase incerta
crescem murmúrios na madrugada...






quinta-feira, 30 de abril de 2026

enterro o corpo no teu regaço
e enquanto penduro o meu olhar na linha do horizonte
o mar sussurra-me madrugadas ao ouvido… 




quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

é noite
e o silêncio está demasiado cheio…

os lençóis cobrem
olhos, pele, pelos ,
mas também desejo e vontade…

no relento,
depois de nos amarmos,
bebo o orvalho das tuas mãos
e adormeço no teu colo pela madrugada




sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

corre a tristeza nos caminhos
puros da madrugada.
o poema é aconchego de
sentires
porque as palavras florescem no
terreno doce das searas.

talvez amanhã
descanse na sombra dos afazeres
enquanto a liberdade está a passar por aqui.




quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

caminho na cidade
e as palavras dançam-me no peito…

é tempo do beijo
de um beijo…

lá longe o poema que irei escrever
enquanto os pássaros dançam a inquietude
e na terra brilham luas de outras galáxias




terça-feira, 21 de abril de 2026


desenhei o teu rosto
numa noite de audácia

abraço as tuas mãos
e acaricio os teus beijos.
recito o avesso das palavras
enquanto me demoro
no teu corpo
inteiro…

bebo-te de lábios entreabertos
e olho-te no ruído do silêncio




quinta-feira, 16 de abril de 2026

organizo as sombras para evitar o escuro…

deito-me no sono da noite anterior
e próximo do amanhecer
abro o sorriso
e escondo o silêncio…

todos os dias faço as malas
e caminho na tua distância.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

segunda-feira, 13 de abril de 2026

quinta-feira, 9 de abril de 2026


é dentro do sonho que olho para a noite…

dito palavras desenhadas em sorrisos
e escrevo textos que se escondem no silêncio.
olho pela janela do quarto vazio,
a lua está longe,
pendurada na árvore de cabelo preto.

afasto os espaços
e jogo o jogo das sombras. 

amanhã rasgo o dia
e cantarei a solidão pintada de ingenuidade.



segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

desisto dos silêncios
e faminto de palavras
atravesso a tarde escondendo as lágrimas
na história escrita pelo vento.

espero a noite…

tenho sorrisos
que cortam o tempo,
enquanto desfolho o livro
na sombra do horizonte.




quarta-feira, 1 de abril de 2026

espero o encantamento das tardes
a calma dos beijos
os instantes de ousadia

escrevo o teu nome
em pétalas
que o sol abriu.

viajo pela tua nudez
no estremecer da madrugada.



 

terça-feira, 24 de março de 2026


há uma primavera feita de silêncios
e dias perdidos no calendário
que guarda as memórias
dos lugares que me sobram do interior do sono.

escondo do vento as sílabas
que guardei nos meus lábios.
na garganta há palavras que direi depois
quando, na escuridão,
levantares
a tua doce anatomia…




segunda-feira, 23 de março de 2026

na palma da mão
um sonho,
tu
e a fragilidade da espera…

o silêncio dança pelos cantos
em passos dispersos
e a minha boca
faz o contorno do teu nome.



quinta-feira, 19 de março de 2026



há palavras que voam
enquanto desenho madrugadas… 

mas às vezes poisam
e há memórias escondidas em cada gota de orvalho






terça-feira, 17 de março de 2026

 

hoje foi um dia de passos abandonados pela casa.
olhares nas paredes brancas
uns mails
uns telefonemas
e um olhar repleto de ânsia
por páginas escritas pelo tempo…

às vezes não sei o que dizer e
olho só.
às vezes não quero dizer e
canto silêncios
às vezes escrevo
com voz de sorriso…

mas hoje queria apenas um beijo
do teu olhar



quinta-feira, 12 de março de 2026

quarta-feira, 11 de março de 2026



olho-te com olhos de sentir,
com mãos inspiradas em ver-te,
com boca rasgada em beijos…

debruço-me sobre os gemidos
feitos pelos nossos corpos
submissos
escancarados
largados no cais feito de cetim.

lá fora
as luzes da cidade
acenam convites aliciantes.

gosto de ter os teus olhos
nas minhas palavras.



segunda-feira, 9 de março de 2026


amanhece.
no teu olhar desmaiam sorrisos,
as palavras são sussurros da boca
e os instantes são mesmo
instantes…

procuro-te no outro lado do
Sol.
o suor marca o corpo,
as sílabas perdem-se na sombra
e os rumores matam a luz inocente.

dentro de mim
crescem vocábulos que esperam o anoitecer




sexta-feira, 6 de março de 2026

os meus dedos afagam
a pele que reveste a noite

a insónia bebe na memória
e eu procuro parágrafos pela madrugada




quinta-feira, 5 de março de 2026


seguro o teu rosto…

olho-te
os teus lábios respiram os meus lábios
e as tuas mãos atrevem-se…

os nossos corpos escutam-se
e perdem-se
na pele,
na carne ardente
no grito rouco
sufocante
prisioneiro…

espraia-se a desordem
dentro de mim,
de ti…
e o ventre
e as coxas
e os seios
e o leito…

mas tenho a tua nudez
gravada na moldura dos dias




quarta-feira, 4 de março de 2026

retenho a imagem do dia
perdido nos vincos da imobilidade...

vivo no obscuro.
a incerteza cai com a tarde
e arrasta-se no poema...

estou no avesso da cidade
perdido entre luzes e sombras

mas as minhas palavras são feitas de ti...





 

 


segunda-feira, 2 de março de 2026

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

caminho
com os versos que transportam
vidas…

subo e desço a paisagem.

a colina procura
o sol
lá longe
onde o mar não se agita
e a manhã nasce atrás do olhar



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026



é tempo dos limites,
das noites
perdidas no teu olhar.

há esperas possíveis
na cidade prometida
e carícias que atravessam
os rostos de insónia…

dia
noite
dia
tudo ficou como dantes
mas eu não tenho pressa,
caminho somente na errância




domingo, 22 de fevereiro de 2026

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

um dia,
um sorriso
e sou eu.

olho-me.
recebo o orvalho
nascido na madrugada.

sento-me na soleira
e espero o poema
feito de versos brancos
onde chamo por ti.
com saudade presa na memória.




domingo, 15 de fevereiro de 2026

escorrego pelo dorso das casas até cair nos braços de algum poema
que tenha ficado pela rua




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

a brisa agita o poema
lançado ao vento
num fim de mar…

corre fácil a palavra




 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

ardem poemas
nos limites do mundo…

o silêncio
entra pela janela
e na minha boca
apenas o beijo da tua ausência




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026



caminho ao longo da rua
estreita.
procuro
o degrau onde me sento
e espero o início das chuvas.

espraio o olhar
na espera do dia,
e ali mesmo
escrevo o meu poema
povoado de cometas loucos.

olho a lua
e lanço um grito de dor
que estava escondido
no abismo do silêncio.






quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026


esperei-te.
que cidade é esta que nos separa?
o vento esconde-se nos dias
para não me falar de ausências



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

desce o crepúsculo em silêncio,
hora de ponta
na língua dos poetas…

há pedaços de mim
nas palavras com que te povoo
o corpo
e a boca lavrada pela sede
do meu desejo.

ofereço-te o amor
como se fosse a origem da minha sede
e bebo-te a cada madrugada…




sábado, 31 de janeiro de 2026

 

crescem no meu olhar
as palavras que reinvento a cada
madrugada…

em sussurro
tomo a tua pele
e inspiro o teu sabor.
contorno-te o ventre
e perco-me na respiração dos momentos

vivo-te em palavras vivas
mesmo quando os dias são silêncio






quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

 

acordo o silêncio
que trago na saudade
e desenho no tempo
a lágrima
que procuro
no sal

hoje estamos sós
e adormecemos no poema.




terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

levanto-me…
e a cidade branca
tem tempos de angústia
largados no nevoeiro.

assobia o vento
que nos traz a manhã
e há um ar sem céu perdido
na solidão

amanhã escrevo poemas
nas sombras que deixaste
com a tua ausência






quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

 

sopra avesso o vento

rasga a poeira
e espalha o eco dos murmúrios
que gritaste na nossa madrugada.

desenho sombras no luar
e embalo o silêncio
perdido na noite
em que o beijo
tem a minha boca,
o teu rosto
e o meu olhar…






segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 

sentado na soleira
bebo o aroma
da terra molhada
pelo orvalho de tantas madrugadas…

estou cansado.

penso no tanto,
no tão pouco,
no ruído
no silêncio
e na nudez
da esperança
que faz nascer
o poema.




domingo, 11 de janeiro de 2026

chego com a maresia
e solto palavras
no alpendre da esperança…

fecha-se a noite

lanço olhares
repletos de ausências
sob o céu de carne… 

um dia vou deitar-me
na penumbra de ti
e tocar-te a pedido da tua pele.



 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

 

os meus sonhos
vagueiam pela cidade
enquanto a tua boca desce pelo meu corpo

olho a lua
enquanto penso
os desejos
e os risos
que passam ao meu lado

de que servem as palavras
e as lágrimas
nos olhos nublados de tantos amanhãs…




quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

sentei-me tão perto de mim
que escutava as palavras
faladas em sussurro

olhei para a solidão
com vontade de gritar

mas as palavras correm
umas para as outras de braços abertos.
estão nuas…

amanhã haverá de novo poesia
perdida na madrugada...






domingo, 4 de janeiro de 2026

 

é na noite,
que os gestos do meu corpo
se colam no teu
e a minha voz se abandona ao vento…

gosto das palavras
que fazem amor.




sábado, 3 de janeiro de 2026

rasgo a pele…
solto o ritmo que me prende.

guardo o teu nome.
uma sílaba apenas…

abraço-me.
a névoa cerca-me na sombra
e a noite contorna-me o rosto…

deambulam frases sobre os dias parados
e entre o estar e o não estar há um espaço em branco
onde as palavras são tingidas de silêncio 




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 

pouco a pouco
descubro o teu rosto
sombreado pelo crepúsculo.

anoitece
e há memórias.

um beijo,
e o caminhar nu
por entre as palavras que dançam entre nós
e se escondem atrás das esquinas da cidade