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quarta-feira, 10 de junho de 2026

sento-me à beira do nada
e de poema nos lábios
rasgo a carne
na noite escancarada no horizonte
e no silêncio sem nome…

se eu pudesse tocar-te
mostrava-te a infância escondida
e entoaria cânticos de desejo
abafados desde sempre na garganta…

rasgo desfiladeiros
nas arribas dos nossos corpos
mas o meu olhar diz
que a minha partida não será anunciada.






quinta-feira, 30 de abril de 2026

enterro o corpo no teu regaço
e enquanto penduro o meu olhar na linha do horizonte
o mar sussurra-me madrugadas ao ouvido… 




segunda-feira, 13 de abril de 2026

segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

desisto dos silêncios
e faminto de palavras
atravesso a tarde escondendo as lágrimas
na história escrita pelo vento.

espero a noite…

tenho sorrisos
que cortam o tempo,
enquanto desfolho o livro
na sombra do horizonte.




sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

olho o horizonte...
entardeceu.

se regressares,
eu irei falar-te perto do olhar...





sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 

é no amanhecer que roubo
o ruído do orvalho
e o cheiro a terra molhada.

olho o horizonte
e saboreio as estrelas
que encobrem o vento
onde escondi o poema…

é manhã
e eu continuo vivo da noite



quinta-feira, 22 de maio de 2025

 

o horizonte.
a distância de um olhar,
o silêncio escrito em madrugadas despertas
e a respiração
tua
depositada nas minhas mãos…

 até ao fim.






sábado, 8 de junho de 2024



interrogo-me sobre a veracidade dos dias…

um fio de luar toma conta da noite.
as memórias são pedaços dispersos.
olho a curva suave do horizonte
como se o meu olhar navegasse algures…

regresso à escrita.
a mão perde-se nas letras.
cada palavra é um desejo,
uma imagem…

a lua já adormece no meio das casas.
visto a roupa da véspera
e deixo o beijo e o afago nas palavras
escritas à beira dos lábios.