sento-me à beira do nada
e de poema nos lábios
rasgo a carne
na noite escancarada no horizonte
e no silêncio sem nome…
se eu pudesse tocar-te
mostrava-te a infância escondida
e entoaria cânticos de desejo
abafados desde sempre na garganta…
rasgo desfiladeiros
nas arribas dos nossos corpos
mas o meu olhar diz
que a minha partida não será anunciada.
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quarta-feira, 10 de junho de 2026
quinta-feira, 30 de abril de 2026
segunda-feira, 6 de abril de 2026
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
quinta-feira, 22 de maio de 2025
sábado, 8 de junho de 2024
interrogo-me sobre a veracidade dos dias…
um fio de luar toma conta da noite.
as memórias são pedaços dispersos.
olho a curva suave do horizonte
como se o meu olhar navegasse algures…
regresso à escrita.
a mão perde-se nas letras.
cada palavra é um desejo,
uma imagem…
a lua já adormece no meio das casas.
visto a roupa da véspera
e deixo o beijo e o afago nas palavras
escritas à beira dos lábios.
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