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sábado, 16 de maio de 2026

(a vida é traiçoeira. vamos regressando devagar)

escrevo com sangue
a dor perdida
no refúgio dos ventos …

na minha sombra
desenho o poema
feito encontro de silêncios.




segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

desisto dos silêncios
e faminto de palavras
atravesso a tarde escondendo as lágrimas
na história escrita pelo vento.

espero a noite…

tenho sorrisos
que cortam o tempo,
enquanto desfolho o livro
na sombra do horizonte.




terça-feira, 17 de março de 2026

 

hoje foi um dia de passos abandonados pela casa.
olhares nas paredes brancas
uns mails
uns telefonemas
e um olhar repleto de ânsia
por páginas escritas pelo tempo…

às vezes não sei o que dizer e
olho só.
às vezes não quero dizer e
canto silêncios
às vezes escrevo
com voz de sorriso…

mas hoje queria apenas um beijo
do teu olhar



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

escrevo silêncios sem nome
nos poemas feitos incertezas
que leio nas madrugadas pintadas de lusco-fusco.

sento-me no traço curvilíneo do ocaso
e espero o apelo da manhã…

há uma solidão que me veste
de horizontes sem lugar.




segunda-feira, 29 de julho de 2024



hoje tenho palavras comidas
à boca do tempo,
palavras a querer ser poema
escritas para calar os silêncios da ausência.

um dia,
nas manhãs submersas,
quando puder olhar-te por muito tempo
vou dizer-te
é a pele que serve de céu ao coração.