caminho na cidade e as palavras dançam-me no peito…
é tempo do beijo de um beijo…
lá longe o poema que irei escrever enquanto os pássaros dançam a inquietude e na terra brilham luas de outras galáxias
levanto-me… e a cidade branca tem tempos de angústia largados no nevoeiro. assobia o vento que nos traz a manhã e há um ar sem céu perdido na solidão amanhã escrevo poemas nas sombras que deixaste com a tua ausência
pouco a pouco descubro o teu rosto sombreado pelo crepúsculo.
anoitece e há memórias.
um beijo, e o caminhar nu por entre as palavras que dançam entre nós e se escondem atrás das esquinas da cidade
bem que podias surpreender-me enquanto penduro o casaco na esquina da cidade