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domingo, 10 de maio de 2026

 

sigo o rasto que deixas
em mim.
bebo o cheiro do olhar
que deixas nas esquinas
feitas de sorrisos e instantes…

o crepúsculo está algures.

no meu peito
ainda o sabor do quente das palavras.




quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

caminho na cidade
e as palavras dançam-me no peito…

é tempo do beijo
de um beijo…

lá longe o poema que irei escrever
enquanto os pássaros dançam a inquietude
e na terra brilham luas de outras galáxias




segunda-feira, 26 de maio de 2025

hoje são os olhos no vazio do pensamento a rasgar a brisa das recordações penduradas na parede branca de um qualquer lugar.
amanhã,
amanhã vou contrariar o tempo…
apesar do sol, farei chuva de lágrimas no entardecer
e escreverei a história dos dias perdidos em folhas amareladas pelos resíduos tóxicos que trago no peito…




sexta-feira, 23 de agosto de 2024



nestes últimos dias perdi-me das palavras
e vagueei pelas montanhas queimadas
pela vertigem dos dias.

organizei tudo no meu corpo
debaixo do silêncio…

na penumbra descubro a pele.

o peito aberto
é um lugar de sombra
cercado de ausência. 

é manhã
e eu desço da noite e dos seus sonhos



domingo, 14 de julho de 2024

tenho em mim

o rasto do teu corpo.


destapo o peito.


as palavras pesam-me

no silêncio 

do quarto vazio

e na mudez das sombras,

mas abraço-te

com o olhar

bebendo o teu 

riso melancólico

e o som incompleto da tua pele…


está longe o começo da noite