sigo o rasto que deixas
em mim.
bebo o cheiro do olhar
que deixas nas esquinas
feitas de sorrisos e instantes…
o crepúsculo está algures.
no meu peito
ainda o sabor do quente das palavras.
hoje
são os olhos no vazio do pensamento a rasgar a brisa das recordações penduradas
na parede branca de um qualquer lugar.
amanhã,
amanhã vou contrariar o tempo…
apesar do sol, farei chuva de lágrimas no entardecer
e escreverei a história dos dias perdidos em folhas amareladas pelos resíduos
tóxicos que trago no peito…