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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

ardem poemas
nos limites do mundo…

o silêncio
entra pela janela
e na minha boca
apenas o beijo da tua ausência




quarta-feira, 8 de outubro de 2025



às vezes os dias chegam atrasados...
e chegam atrasados porque permanecem escondidos no amanhecer das cidades, vestidos do silêncio das palavras perdidas no colo dos poemas




quinta-feira, 25 de setembro de 2025


fecho o livro da memória
e caminho à deriva...

a neblina esconde
o teu nome
nos poemas clandestinos
que eu escrevo
no murmúrio do tempo.

espero-te ainda esta noite
ou numa de todas as noites




quarta-feira, 3 de setembro de 2025

sábado, 9 de agosto de 2025

respiro ausências
nas horas em que os pedaços da noite
se colam às palavras.

a distância mede-se nos sons da fotografia
e o sorriso oferece um hálito frio.

morrem-me poemas nos dedos…


 


terça-feira, 8 de julho de 2025



as palavras nascem na ponta dos dedos.
os poemas correm nas veias,
grito para o horizonte e é verão.
o calor queima a voz… 

quero adiantar o relógio. preciso do outono.
preciso da pele fresca, arrepiada
dos serões aconchegados,
das conversas infindas…

mas ainda é verão todos os dias.




sábado, 17 de agosto de 2024


habito em mim,
no meu destino
e tudo existe…
 
sou o sonho,
a sombra,
o momento da ausência.

a minha pele espera a madrugada
fria,
a luz escura…

as árvores tornam-se invernos nus
e os poemas recordam o futuro

mas escrevo porque existir não chega...




sexta-feira, 7 de junho de 2024