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quarta-feira, 22 de julho de 2026

é à noite
que a lua repousa
no ombro melancólico das gentes.

é à noite
que abraço o sonho
e me perco
no silêncio da tua boca
e no desejo dos meus lábios.

é à noite
que bebo o teu cheiro
a pinho silvestre
e te roubo um beijo
da boca
que sabe ao amor que fizemos
no nosso entardecer





quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

é noite
e o silêncio está demasiado cheio…

os lençóis cobrem
olhos, pele, pelos ,
mas também desejo e vontade…

no relento,
depois de nos amarmos,
bebo o orvalho das tuas mãos
e adormeço no teu colo pela madrugada




sexta-feira, 6 de março de 2026

os meus dedos afagam
a pele que reveste a noite

a insónia bebe na memória
e eu procuro parágrafos pela madrugada




domingo, 11 de janeiro de 2026

chego com a maresia
e solto palavras
no alpendre da esperança…

fecha-se a noite

lanço olhares
repletos de ausências
sob o céu de carne… 

um dia vou deitar-me
na penumbra de ti
e tocar-te a pedido da tua pele.



 

domingo, 4 de janeiro de 2026

 

é na noite,
que os gestos do meu corpo
se colam no teu
e a minha voz se abandona ao vento…

gosto das palavras
que fazem amor.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

 

cai a noite
no teu corpo perdido nas luzes da cidade.

desarrumo as horas
dos relógios parados
e espero a madrugada
em silêncio…

com palavras roubadas na folhagem
rabisco o poema no teu corpo de seda matinal




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

ergo o corpo.
o quarto cheira a terra molhada…

o olhar ainda arregalado
fala de tantos sonhos

ou tão poucos…

preciso regressar aos teus braços,
abraços
e dizer-te baixinho
que te escrevi um poema
numa gota de chuva da noite passada.

depois…
depois galgo a janela e voo com o Sol.




domingo, 7 de dezembro de 2025

a luz pousa
nos olhares da noite
e as palavras sentam-se
na espera da madrugada...

há sentires
que nos ocupam os dias




quinta-feira, 27 de novembro de 2025

espero a noite.

a língua tem o sabor a cereja
e caminha
por montes e vales
no corpo quente
e cansado do dia…

visto-te os lábios de poesia
e o meu sentir
voa em liberdade
na magia da madrugada



segunda-feira, 3 de novembro de 2025



caminho à beira do nada.
o mar solene
chama o silêncio…

procuro na rua a profundeza da palavra
entre a poesia barata
dos salões e das pracetas.

esta é a noite das insónias…
perco-me nas avenidas.
tenho medo.

escondo o corpo entorpecido pelas lágrimas
à espera dos meus sonhos.

quero partir em todos os amanhãs




quinta-feira, 25 de setembro de 2025


fecho o livro da memória
e caminho à deriva...

a neblina esconde
o teu nome
nos poemas clandestinos
que eu escrevo
no murmúrio do tempo.

espero-te ainda esta noite
ou numa de todas as noites




quinta-feira, 18 de setembro de 2025

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

a noite pousa na pele do teu corpo nu...
e eu sou todo retina com medo que não regresses 








quinta-feira, 17 de julho de 2025

 

abro as portas da noite.
a nossa nudez brilha no escuro…
é a celebração sem pertenças
um tu.
um eu.
dois simplesmente.

amanhã haverá sombras, urgência nas sílabas
e esquinas da vida




sexta-feira, 30 de maio de 2025

 

chegaste de onde a cama te foi refúgio.
dizias que o medo vestia os lençóis
que aconchegaram o sono de ausências e silêncios.

é larga a noite…




quarta-feira, 2 de abril de 2025

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024



é tarde na noite
e eu olho o mar feito tempo…

o corpo não espera

o meu
o teu...

a memória tem pressa
e eu vivo a penumbra
que me traz o teu rosto
em páginas escritas
nas estrelas
da madrugada.



quarta-feira, 6 de novembro de 2024

hoje regressei aqui e é bom regressar.
espalhar palavras em dois poemas



olho o mar de frente,
escuto as ondas
e calo a voz.

fico em silêncio…

espero o cair da noite.
lento.
quero segredar-te
um sorriso
nada mais.

falta apenas ser madrugada...





aconchego as palavras.

palavras brilhantes,
puras
trazidas da distância
dos sonhos que só vemos.

atravesso o silêncio
deserto.
 
e são tantas as horas da tarde…

é preciso embalsamar o tempo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2024



nestes últimos dias perdi-me das palavras
e vagueei pelas montanhas queimadas
pela vertigem dos dias.

organizei tudo no meu corpo
debaixo do silêncio…

na penumbra descubro a pele.

o peito aberto
é um lugar de sombra
cercado de ausência. 

é manhã
e eu desço da noite e dos seus sonhos