espero o encantamento das tardes
a calma dos beijos
os instantes de ousadia
escrevo o teu nome
em pétalas
que o sol abriu.
viajo pela tua nudez
no estremecer da madrugada.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
sábado, 16 de março de 2024
crescem murmúrios na noite.
o vento aguçado
corta a geometria das ruas
e castiga a violência da escuridão…
olho
e o meu olhar
tem ainda as manhãs tímidas
que não vimos,
que não vivemos…
e se eu te falasse dos amores de verão!?
lá fora, uma luz pequena mostra-me o mar.
imenso.
escrevo palavras náufragas
e devoro-te os beijos
com que brindámos à liberdade
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
o vento hoje não se cala
as árvores desdobram-se em movimentos bruscos.
acolho as palavras que debruaste a sorrisos e lanço-as sobre a tua pele…
queria olhar-te por dentro e beber todo o teu sentir…
estou a pensar escrever-te uma carta, eu sei que é algo que caiu em desuso, mas
mesmo assim vou escrever-te uma carta longa, assim poderíamos recordar dias,
horas, minutos, segundos até (sempre poucos para aquilo que desejamos eu sei), que
deixaram sempre beijos em falta pendurados nos lábios.
regresso à janela.
o vento continua ondulante.
o olhar caminha lentamente em direção ao horizonte e este mostra-nos as suas
transparências.
vou deitar-me… quero sonhar com arroz de míscaros...
até amanhã.



