desisto dos silêncios
e faminto de palavras
atravesso a tarde escondendo as lágrimas
na história escrita pelo vento.
espero a noite…
tenho sorrisos
que cortam o tempo,
enquanto desfolho o livro
na sombra do horizonte.
hoje
são os olhos no vazio do pensamento a rasgar a brisa das recordações penduradas
na parede branca de um qualquer lugar.
amanhã,
amanhã vou contrariar o tempo…
apesar do sol, farei chuva de lágrimas no entardecer
e escreverei a história dos dias perdidos em folhas amareladas pelos resíduos
tóxicos que trago no peito…