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terça-feira, 17 de março de 2026

 

hoje foi um dia de passos abandonados pela casa.
olhares nas paredes brancas
uns mails
uns telefonemas
e um olhar repleto de ânsia
por páginas escritas pelo tempo…

às vezes não sei o que dizer e
olho só.
às vezes não quero dizer e
canto silêncios
às vezes escrevo
com voz de sorriso…

mas hoje queria apenas um beijo
do teu olhar



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

um dia,
um sorriso
e sou eu.

olho-me.
recebo o orvalho
nascido na madrugada.

sento-me na soleira
e espero o poema
feito de versos brancos
onde chamo por ti.
com saudade presa na memória.




segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

em sussurro respiro palavras
onde antes as horas se abriam ao sol trazido pela manhã.

há pedaços poéticos
perdidos no suor do tempo
e cumplicidades entrelaçadas em beirais de ternura

escondo a lua
deixando viúvo o sorriso…

regresso!
e dentro da porta fechada
escrevo mãos cheias de poemas.

faz-me falta uma noite de luar…




quarta-feira, 6 de novembro de 2024

hoje regressei aqui e é bom regressar.
espalhar palavras em dois poemas



olho o mar de frente,
escuto as ondas
e calo a voz.

fico em silêncio…

espero o cair da noite.
lento.
quero segredar-te
um sorriso
nada mais.

falta apenas ser madrugada...





aconchego as palavras.

palavras brilhantes,
puras
trazidas da distância
dos sonhos que só vemos.

atravesso o silêncio
deserto.
 
e são tantas as horas da tarde…

é preciso embalsamar o tempo.

domingo, 18 de fevereiro de 2024


paro . foram meia dúzia de passos esquecidos na rua de pedra irregular .  na parede do prédio azul as sombras espalmam as grilhetas do tempo . a noite escorre pelos beirados .
lentamente estico os dedos na procura da lua que se vê no horizonte . a lonjura desperta desejos colecionados em manhãs de silêncios .
dispo as palavras que marcaram os lapsos do meu olhar no teu corpo nu …
improviso um sorriso , um olhar , um medo de manhãs geladas …
amanhã talvez finja que os dias não sucedem às noites e estas aos dias.