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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

um dia,
um sorriso
e sou eu.

olho-me.
recebo o orvalho
nascido na madrugada.

sento-me na soleira
e espero o poema
feito de versos brancos
onde chamo por ti.
com saudade presa na memória.




sábado, 20 de dezembro de 2025

 

coração cheio dentro
do peito
caminho na cidade
profanando a memória.

queria saber de
mim
e da solidão que era nossa.

mas o esquecimento são
lembranças perdidas
nos dias longos.

a tua pele beija-me…

falta demasiado tempo
para amanhã.




segunda-feira, 24 de novembro de 2025

descanso o meu cansaço
no teu regaço.
choro o silêncio do vento,
adormeço…

viajo na memória.
o mundo permanece em mim.
encontro-me.

sinto os teus dedos,
rasgo a preguiça
e fico no olhar
para ti…

há poemas que escondem a distância.





quinta-feira, 13 de novembro de 2025

há rostos apontados à minha sombra
e manhãs inquietas
no meu olhar.

a memória caminha lenta…

penso-te
e o azul cai no fim de todas as tardes.

o céu poente traz poemas
escritos no silêncio do crepúsculo…





quinta-feira, 25 de setembro de 2025


fecho o livro da memória
e caminho à deriva...

a neblina esconde
o teu nome
nos poemas clandestinos
que eu escrevo
no murmúrio do tempo.

espero-te ainda esta noite
ou numa de todas as noites




quinta-feira, 15 de maio de 2025


cola-se na memória
a cor do olhar,
o abraço…

há dias a voar
enquanto te respiro junto à pele. 

entardeceu
e eu perco-me no silêncio ditado pelo vento.




segunda-feira, 24 de março de 2025

demoro-me nas palavras que te escrevo,
o poema, a poesia,
qualquer coisa de imperfeito…

e os corpos atentos…

apenas respiração.
apenas nudez.

tento enganar a realidade
mas há dias que rasgam a memória.