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terça-feira, 2 de junho de 2026

 

chego com o vento
da madrugada
e deixo um beijo
nos teus lábios entreabertos…

desenho o teu rosto
no silêncio da planície
e bebo o teu olhar
na esquina do meu poema




segunda-feira, 18 de maio de 2026

vivo a tua demora perdida no vento.

no silêncio nascem as frases
e olhares que ficam tristes…

desligo a lua,
levanto a manhã onde habito,
e escrevo poemas
à sombra das palavras…





sexta-feira, 8 de maio de 2026

 

viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio

ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados




quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

há um orvalho que nasce
a cada madrugada
e um silêncio
que se espalha na noite
alheio ao rumor do vento…

e eu escrevo o poema
com nudez nas palavras






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

a brisa agita o poema
lançado ao vento
num fim de mar…

corre fácil a palavra




 

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026


esperei-te.
que cidade é esta que nos separa?
o vento esconde-se nos dias
para não me falar de ausências



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

 

levanto-me…
e a cidade branca
tem tempos de angústia
largados no nevoeiro.

assobia o vento
que nos traz a manhã
e há um ar sem céu perdido
na solidão

amanhã escrevo poemas
nas sombras que deixaste
com a tua ausência






quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

 

sopra avesso o vento

rasga a poeira
e espalha o eco dos murmúrios
que gritaste na nossa madrugada.

desenho sombras no luar
e embalo o silêncio
perdido na noite
em que o beijo
tem a minha boca,
o teu rosto
e o meu olhar…






domingo, 4 de janeiro de 2026

 

é na noite,
que os gestos do meu corpo
se colam no teu
e a minha voz se abandona ao vento…

gosto das palavras
que fazem amor.




sábado, 29 de novembro de 2025

lá fora sopra a voz do vento…
as folhas dançam um bailado de cores acastanhadas.
vai longo o outono…

 aproveito as memórias

quedo-me no silêncio.
respiro.

há sonhos a desaparecerem-me dos dias.




segunda-feira, 17 de novembro de 2025



o silêncio
traz o vento salgado,
o olhar
e a neblina que esconde
a poesia que escrevi
no teu corpo…






quinta-feira, 15 de maio de 2025


cola-se na memória
a cor do olhar,
o abraço…

há dias a voar
enquanto te respiro junto à pele. 

entardeceu
e eu perco-me no silêncio ditado pelo vento.




sábado, 28 de dezembro de 2024


há um vento que sopra nas dunas
enquanto escrevinho versos perdidos na maresia

e os poemas sabem a ti...

 

segunda-feira, 9 de setembro de 2024


esperei-te…

caminho comigo.
o vento
traz-me a resposta nas folhas…

seguro a mão dos meus pensamentos
e adormeço a olhar os meus olhos sós



terça-feira, 16 de janeiro de 2024

 

o vento hoje não se cala
as árvores desdobram-se em movimentos bruscos.
acolho as palavras que debruaste a sorrisos e lanço-as sobre a tua pele…
queria olhar-te por dentro e beber todo o teu sentir…
estou a pensar escrever-te uma carta, eu sei que é algo que caiu em desuso, mas mesmo assim vou escrever-te uma carta longa, assim poderíamos recordar dias, horas, minutos, segundos até (sempre poucos para aquilo que desejamos eu sei), que deixaram sempre beijos em falta pendurados nos lábios.
regresso à janela.
o vento continua ondulante.
o olhar caminha lentamente em direção ao horizonte e este mostra-nos as suas transparências.
vou deitar-me… quero sonhar com arroz de míscaros...
até amanhã.




quinta-feira, 19 de outubro de 2023

hoje

hoje foi tempo do fugir da chuva, do vento…
hoje foi tempo de aconchego do sofá, de olhar pela vidraça, de uma conversa de horas a fio se houver companhia
hoje foi tempo para escrever palavras,
algumas bonitas, outras carregadas de raiva

agora é noite e tudo passou…
da chuva ao vento até a uns raios de sol
aproxima-se o horário de inverno, mas não é inverno,
mas há um frio que vai gelando o mundo dia após dia…

(no dia da depressão Aline)