viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio
ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados
hoje
são os olhos no vazio do pensamento a rasgar a brisa das recordações penduradas
na parede branca de um qualquer lugar.
amanhã,
amanhã vou contrariar o tempo…
apesar do sol, farei chuva de lágrimas no entardecer
e escreverei a história dos dias perdidos em folhas amareladas pelos resíduos
tóxicos que trago no peito…