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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

 

abraço o teu olhar,
escuto os teus gestos e
perco-me no teu rosto cálido
sufragado de brisas primaveris.

bebo o silêncio das manhãs
tingidas de orvalho…

perdi-me!

tenho palavras escondidas
nos escombros dos meus dias.




quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

há um orvalho que nasce
a cada madrugada
e um silêncio
que se espalha na noite
alheio ao rumor do vento…

e eu escrevo o poema
com nudez nas palavras






quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

é noite
e o silêncio está demasiado cheio…

os lençóis cobrem
olhos, pele, pelos ,
mas também desejo e vontade…

no relento,
depois de nos amarmos,
bebo o orvalho das tuas mãos
e adormeço no teu colo pela madrugada




quinta-feira, 19 de março de 2026



há palavras que voam
enquanto desenho madrugadas… 

mas às vezes poisam
e há memórias escondidas em cada gota de orvalho






segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

um dia,
um sorriso
e sou eu.

olho-me.
recebo o orvalho
nascido na madrugada.

sento-me na soleira
e espero o poema
feito de versos brancos
onde chamo por ti.
com saudade presa na memória.




segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 

sentado na soleira
bebo o aroma
da terra molhada
pelo orvalho de tantas madrugadas…

estou cansado.

penso no tanto,
no tão pouco,
no ruído
no silêncio
e na nudez
da esperança
que faz nascer
o poema.




quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 

na hora imprecisa
escutam-se silêncios
da vida erótica da cidade
e há sorrisos dos deuses
perdidos em cada rua…

pedem-me um poema
e eu escrevo-o no orvalho
que cobre a manhã




domingo, 21 de julho de 2024



noites.

e o meu corpo sem ti…
o silêncio rouba o sono das madrugadas

recorto as silhuetas
perdidas na cidade
e provo o gosto solitário do orvalho…