a brisa agita o poema lançado ao vento num fim de mar…
corre fácil a palavra
ardem poemas nos limites do mundo… o silêncio entra pela janela e na minha boca apenas o beijo da tua ausência
desce o crepúsculo em silêncio, hora de ponta na língua dos poetas… há pedaços de mim nas palavras com que te povoo o corpo e a boca lavrada pela sede do meu desejo. ofereço-te o amor como se fosse a origem da minha sede e bebo-te a cada madrugada…
crescem no meu olhar as palavras que reinvento a cada madrugada… em sussurro tomo a tua pele e inspiro o teu sabor. contorno-te o ventre e perco-me na respiração dos momentos vivo-te em palavras vivas mesmo quando os dias são silêncio
acordo o silêncio que trago na saudade e desenho no tempo a lágrima que procuro no sal hoje estamos sós e adormecemos no poema.