sento-me à beira do nada
e de poema nos lábios
rasgo a carne
na noite escancarada no horizonte
e no silêncio sem nome…
se eu pudesse tocar-te
mostrava-te a infância escondida
e entoaria cânticos de desejo
abafados desde sempre na garganta…
rasgo desfiladeiros
nas arribas dos nossos corpos
mas o meu olhar diz
que a minha partida não será anunciada.
estórias pelo final da tarde
quarta-feira, 10 de junho de 2026
terça-feira, 2 de junho de 2026
terça-feira, 26 de maio de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
quinta-feira, 21 de maio de 2026
escrevo recados breves
que penduro nos dias
frágeis,
enquanto viajo
por caminhos amarrotados
pelo tempo.
espero sempre
a noite,
a pele,
as estrelas
que olho da janela
onde me debruço a perceber o mundo.
amanhã talvez receba,
da tua boca,
a inocência num beijo cálido
que me diz que o vento
também sopra entre as dunas.
segunda-feira, 18 de maio de 2026
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