domingo, 10 de maio de 2026

 

sigo o rasto que deixas
em mim.
bebo o cheiro do olhar
que deixas nas esquinas
feitas de sorrisos e instantes…

o crepúsculo está algures.

no meu peito
ainda o sabor do quente das palavras.




sexta-feira, 8 de maio de 2026

 

viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio

ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados




quarta-feira, 6 de maio de 2026

 

há um orvalho que nasce
a cada madrugada
e um silêncio
que se espalha na noite
alheio ao rumor do vento…

e eu escrevo o poema
com nudez nas palavras






terça-feira, 5 de maio de 2026

 

sentado nos dias
desfilo versos na geometria dos momentos
e guardo o aroma das palavras
no florir das manhãs…

sinto as horas,
vejo os sonhos,
bebo beijos,
calo o silêncio

e nesta certeza quase incerta
crescem murmúrios na madrugada...






quinta-feira, 30 de abril de 2026

enterro o corpo no teu regaço
e enquanto penduro o meu olhar na linha do horizonte
o mar sussurra-me madrugadas ao ouvido… 




quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

é noite
e o silêncio está demasiado cheio…

os lençóis cobrem
olhos, pele, pelos ,
mas também desejo e vontade…

no relento,
depois de nos amarmos,
bebo o orvalho das tuas mãos
e adormeço no teu colo pela madrugada