abraço o teu olhar,
escuto os teus gestos e
perco-me no teu rosto cálido
sufragado de brisas primaveris.
bebo o silêncio das manhãs
tingidas de orvalho…
perdi-me!
tenho palavras escondidas
nos escombros dos meus dias.
somos sozinhos no mundo.
a nossa nudez ilumina a madrugada,
e as sombras
são páginas
onde escrevo palavras cansadas do silêncio