quinta-feira, 5 de março de 2026


seguro o teu rosto…

olho-te
os teus lábios respiram os meus lábios
e as tuas mãos atrevem-se…

os nossos corpos escutam-se
e perdem-se
na pele,
na carne ardente
no grito rouco
sufocante
prisioneiro…

espraia-se a desordem
dentro de mim,
de ti…
e o ventre
e as coxas
e os seios
e o leito…

mas tenho a tua nudez
gravada na moldura dos dias




quarta-feira, 4 de março de 2026

retenho a imagem do dia
perdido nos vincos da imobilidade...

vivo no obscuro.
a incerteza cai com a tarde
e arrasta-se no poema...

estou no avesso da cidade
perdido entre luzes e sombras

mas as minhas palavras são feitas de ti...





 

 


segunda-feira, 2 de março de 2026

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

caminho
com os versos que transportam
vidas…

subo e desço a paisagem.

a colina procura
o sol
lá longe
onde o mar não se agita
e a manhã nasce atrás do olhar



terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026



é tempo dos limites,
das noites
perdidas no teu olhar.

há esperas possíveis
na cidade prometida
e carícias que atravessam
os rostos de insónia…

dia
noite
dia
tudo ficou como dantes
mas eu não tenho pressa,
caminho somente na errância




domingo, 22 de fevereiro de 2026