é na noite que escondo as palavras surdas,
que quis gritar nas manhãs e tardes que afundaram o meu dia,
evaporo o olhar
e o silêncio cola-se à pele…
a madrugada está quase ali.
a liberdade não pode ser só memória
Abril continua dentro do peito.
somos sozinhos no mundo.
a nossa nudez ilumina a madrugada,
e as sombras
são páginas
onde escrevo palavras cansadas do silêncio