sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

corre a tristeza nos caminhos
puros da madrugada.
o poema é aconchego de
sentires
porque as palavras florescem no
terreno doce das searas.

talvez amanhã
descanse na sombra dos afazeres
enquanto a liberdade está a passar por aqui.




quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

caminho na cidade
e as palavras dançam-me no peito…

é tempo do beijo
de um beijo…

lá longe o poema que irei escrever
enquanto os pássaros dançam a inquietude
e na terra brilham luas de outras galáxias




terça-feira, 21 de abril de 2026


desenhei o teu rosto
numa noite de audácia

abraço as tuas mãos
e acaricio os teus beijos.
recito o avesso das palavras
enquanto me demoro
no teu corpo
inteiro…

bebo-te de lábios entreabertos
e olho-te no ruído do silêncio




quinta-feira, 16 de abril de 2026

organizo as sombras para evitar o escuro…

deito-me no sono da noite anterior
e próximo do amanhecer
abro o sorriso
e escondo o silêncio…

todos os dias faço as malas
e caminho na tua distância.



quarta-feira, 15 de abril de 2026

segunda-feira, 13 de abril de 2026

quinta-feira, 9 de abril de 2026


é dentro do sonho que olho para a noite…

dito palavras desenhadas em sorrisos
e escrevo textos que se escondem no silêncio.
olho pela janela do quarto vazio,
a lua está longe,
pendurada na árvore de cabelo preto.

afasto os espaços
e jogo o jogo das sombras. 

amanhã rasgo o dia
e cantarei a solidão pintada de ingenuidade.