escuto o som absoluto das sílabas
que pairam nas ruas e avenidas das palavras.
leio a tua demora na aragem
e no frio das frases,
que se escondem nas árvores frias
plantadas na cidade do silêncio.
ergo os olhos e medito.
somos sozinhos no mundo.
a nossa nudez ilumina a madrugada,
e as sombras
são páginas
onde escrevo palavras cansadas do silêncio