é à noite
que a lua repousa
no ombro melancólico das gentes.
é à noite
que abraço o sonho
e me perco
no silêncio da tua boca
e no desejo dos meus lábios.
é à noite
que bebo o teu cheiro
a pinho silvestre
e te roubo um beijo
da boca
que sabe ao amor que fizemos
no nosso entardecer
estórias pelo final da tarde
quarta-feira, 22 de julho de 2026
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quinta-feira, 18 de junho de 2026
sexta-feira, 12 de junho de 2026
quarta-feira, 10 de junho de 2026
sento-me à beira do nada
e de poema nos lábios
rasgo a carne
na noite escancarada no horizonte
e no silêncio sem nome…
se eu pudesse tocar-te
mostrava-te a infância escondida
e entoaria cânticos de desejo
abafados desde sempre na garganta…
rasgo desfiladeiros
nas arribas dos nossos corpos
mas o meu olhar diz
que a minha partida não será anunciada.
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