segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

 

um dia,
um sorriso
e sou eu.

olho-me.
recebo o orvalho
nascido na madrugada.

sento-me na soleira
e espero o poema
feito de versos brancos
onde chamo por ti.
com saudade presa na memória.




domingo, 15 de fevereiro de 2026

escorrego pelo dorso das casas até cair nos braços de algum poema
que tenha ficado pela rua




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

a brisa agita o poema
lançado ao vento
num fim de mar…

corre fácil a palavra




 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

 

ardem poemas
nos limites do mundo…

o silêncio
entra pela janela
e na minha boca
apenas o beijo da tua ausência




sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026



caminho ao longo da rua
estreita.
procuro
o degrau onde me sento
e espero o início das chuvas.

espraio o olhar
na espera do dia,
e ali mesmo
escrevo o meu poema
povoado de cometas loucos.

olho a lua
e lanço um grito de dor
que estava escondido
no abismo do silêncio.






quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026


esperei-te.
que cidade é esta que nos separa?
o vento esconde-se nos dias
para não me falar de ausências



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

desce o crepúsculo em silêncio,
hora de ponta
na língua dos poetas…

há pedaços de mim
nas palavras com que te povoo
o corpo
e a boca lavrada pela sede
do meu desejo.

ofereço-te o amor
como se fosse a origem da minha sede
e bebo-te a cada madrugada…