quarta-feira, 11 de março de 2026



olho-te com olhos de sentir,
com mãos inspiradas em ver-te,
com boca rasgada em beijos…

debruço-me sobre os gemidos
feitos pelos nossos corpos
submissos
escancarados
largados no cais feito de cetim.

lá fora
as luzes da cidade
acenam convites aliciantes.

gosto de ter os teus olhos
nas minhas palavras.



segunda-feira, 9 de março de 2026


amanhece.
no teu olhar desmaiam sorrisos,
as palavras são sussurros da boca
e os instantes são mesmo
instantes…

procuro-te no outro lado do
Sol.
o suor marca o corpo,
as sílabas perdem-se na sombra
e os rumores matam a luz inocente.

dentro de mim
crescem vocábulos que esperam o anoitecer




sexta-feira, 6 de março de 2026

os meus dedos afagam
a pele que reveste a noite

a insónia bebe na memória
e eu procuro parágrafos pela madrugada




quinta-feira, 5 de março de 2026


seguro o teu rosto…

olho-te
os teus lábios respiram os meus lábios
e as tuas mãos atrevem-se…

os nossos corpos escutam-se
e perdem-se
na pele,
na carne ardente
no grito rouco
sufocante
prisioneiro…

espraia-se a desordem
dentro de mim,
de ti…
e o ventre
e as coxas
e os seios
e o leito…

mas tenho a tua nudez
gravada na moldura dos dias




quarta-feira, 4 de março de 2026

retenho a imagem do dia
perdido nos vincos da imobilidade...

vivo no obscuro.
a incerteza cai com a tarde
e arrasta-se no poema...

estou no avesso da cidade
perdido entre luzes e sombras

mas as minhas palavras são feitas de ti...





 

 


segunda-feira, 2 de março de 2026

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

caminho
com os versos que transportam
vidas…

subo e desço a paisagem.

a colina procura
o sol
lá longe
onde o mar não se agita
e a manhã nasce atrás do olhar