abraço o teu olhar,
escuto os teus gestos e
perco-me no teu rosto cálido
sufragado de brisas primaveris.
bebo o silêncio das manhãs
tingidas de orvalho…
perdi-me!
tenho palavras escondidas
nos escombros dos meus dias.
somos sozinhos no mundo.
a nossa nudez ilumina a madrugada,
e as sombras
são páginas
onde escrevo palavras cansadas do silêncio
na luz tépida olho os gestos
entre a pele e a voz.
contorno-te no interior das palavras
e em cada linha caminho apressado
por entre as luzes escondidas.
conto os passos.
o sonho tem silêncios repetidos
e sílabas perdidas na memória…
as sombras encobrem os corpos.
caem as fronteiras
e há suores perdidos
na simplicidade dos quereres