vivo a tua demora perdida no vento.
no silêncio nascem as frases
e olhares que ficam tristes…
desligo a lua,
levanto a manhã onde habito,
e escrevo poemas
à sombra das palavras…
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
terça-feira, 17 de março de 2026
hoje foi um dia de passos abandonados pela casa.
olhares nas paredes brancas
uns mails
uns telefonemas
e um olhar repleto de ânsia
por páginas escritas pelo tempo…
às vezes não sei o que dizer e
olho só.
às vezes não quero dizer e
canto silêncios
às vezes escrevo
com voz de sorriso…
mas hoje queria apenas um beijo
do teu olhar
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
sinto próxima a chuva.
há um cheiro a terra que se espalha
dizendo fim ao Verão.
saudades da Primavera
e do silêncio das flores…
fazem-me falta os dias
em que as mãos se encontram
e amam.
fazem-me falta os dias
em que a poesia se passeia nos olhares
e os poetas são felizes
escrevendo sobre o amor.
escuto o som das horas.
meio-dia.
há sol espalhado pelas searas.
quarta-feira, 24 de setembro de 2025
terça-feira, 12 de agosto de 2025
domingo, 6 de março de 2016
faltava pouco para o sol cair...
o verde perderia a cor e o vermelho das
papoilas correria como sangue da planície.
ali estávamos, no silêncio de olhares
imperfeitos mas cheios de palavras.
amava-a?
claro que sim!
queria tanto inventar uma carícia que prendesse
a tarde, que afastasse a chegada da noite.
o rosto, suave, ficava tão bem com a cor
da tarde, com a cor do final de tarde.
faltava um beijo, um beijo que unisse as
duas bocas... um beijo que selasse a palavra amo-te.
faltava a pele fundida noutra pele.
faltava a pele fundida noutra pele.
faltava fazer amor, tocar em carne pulsante.
faltava prender a tarde.
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