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terça-feira, 26 de maio de 2026

 

tenho tanto por dizer
sobre as cores,
sobre as palavras que grito sem eco,
sobre os sonhos que anoitecem na ausência,
sobre…

gosto quando a noite amanhece na nossa nudez…




terça-feira, 5 de maio de 2026

 

sentado nos dias
desfilo versos na geometria dos momentos
e guardo o aroma das palavras
no florir das manhãs…

sinto as horas,
vejo os sonhos,
bebo beijos,
calo o silêncio

e nesta certeza quase incerta
crescem murmúrios na madrugada...






sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

 

os meus sonhos
vagueiam pela cidade
enquanto a tua boca desce pelo meu corpo

olho a lua
enquanto penso
os desejos
e os risos
que passam ao meu lado

de que servem as palavras
e as lágrimas
nos olhos nublados de tantos amanhãs…




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

ergo o corpo.
o quarto cheira a terra molhada…

o olhar ainda arregalado
fala de tantos sonhos

ou tão poucos…

preciso regressar aos teus braços,
abraços
e dizer-te baixinho
que te escrevi um poema
numa gota de chuva da noite passada.

depois…
depois galgo a janela e voo com o Sol.




sábado, 29 de novembro de 2025

lá fora sopra a voz do vento…
as folhas dançam um bailado de cores acastanhadas.
vai longo o outono…

 aproveito as memórias

quedo-me no silêncio.
respiro.

há sonhos a desaparecerem-me dos dias.




segunda-feira, 3 de novembro de 2025



caminho à beira do nada.
o mar solene
chama o silêncio…

procuro na rua a profundeza da palavra
entre a poesia barata
dos salões e das pracetas.

esta é a noite das insónias…
perco-me nas avenidas.
tenho medo.

escondo o corpo entorpecido pelas lágrimas
à espera dos meus sonhos.

quero partir em todos os amanhãs




domingo, 16 de junho de 2024

não tenho medo
da solidão,
das palavras perdidas,
dos desertos que se escondem,
dos sonhos que projetam futuros…

caminho pelas ruas desertas.

talvez amanhã possa habitar-te…