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sexta-feira, 8 de maio de 2026

 

viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio

ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados




quarta-feira, 1 de abril de 2026

espero o encantamento das tardes
a calma dos beijos
os instantes de ousadia

escrevo o teu nome
em pétalas
que o sol abriu.

viajo pela tua nudez
no estremecer da madrugada.



 

segunda-feira, 9 de março de 2026


amanhece.
no teu olhar desmaiam sorrisos,
as palavras são sussurros da boca
e os instantes são mesmo
instantes…

procuro-te no outro lado do
Sol.
o suor marca o corpo,
as sílabas perdem-se na sombra
e os rumores matam a luz inocente.

dentro de mim
crescem vocábulos que esperam o anoitecer




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

caminho
com os versos que transportam
vidas…

subo e desço a paisagem.

a colina procura
o sol
lá longe
onde o mar não se agita
e a manhã nasce atrás do olhar



segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

em sussurro respiro palavras
onde antes as horas se abriam ao sol trazido pela manhã.

há pedaços poéticos
perdidos no suor do tempo
e cumplicidades entrelaçadas em beirais de ternura

escondo a lua
deixando viúvo o sorriso…

regresso!
e dentro da porta fechada
escrevo mãos cheias de poemas.

faz-me falta uma noite de luar…




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

ergo o corpo.
o quarto cheira a terra molhada…

o olhar ainda arregalado
fala de tantos sonhos

ou tão poucos…

preciso regressar aos teus braços,
abraços
e dizer-te baixinho
que te escrevi um poema
numa gota de chuva da noite passada.

depois…
depois galgo a janela e voo com o Sol.




terça-feira, 2 de julho de 2024

o orvalho matutino penetra a nossa pele . aguardamos os primeiros raios de sol que irão resplandecer no vermelho das papoilas e no amarelo dos malmequeres silvestres que envolvem os nossos corpos nus.
olho-te no brilho do sorriso que me ofereces e deixo que a noite se recoste no colo que foi meu ao som das estrelas.