viajo-me nas ondas,
fecho as mãos e agarro o vazio
ao longe
o teu olhar respira o sol.
procuro-me nos sonhos,
escuto-me no delírio do vento
e os meus dedos
escrevem os dias cansados
em sussurro respiro palavras
onde antes as horas se abriam ao sol trazido pela manhã.
há pedaços poéticos
perdidos no suor do tempo
e cumplicidades entrelaçadas em beirais de ternura
escondo a lua
deixando viúvo o sorriso…
regresso!
e dentro da porta fechada
escrevo mãos cheias de poemas.
faz-me falta uma noite de luar…