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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

 

o silêncio escondeu-se no meu olhar,
as palavras amontoaram-se no canto dos lábios
e a escuridão tomou conta da saudade.

para trás ficou a palavra escrita
num poema feito corpo.

finjo-te sonho
por entre paredes sem sombras.

mas gosto de sorrir enquanto encostas o teu rosto
à inquietude do meu peito.




segunda-feira, 22 de junho de 2026

 

talvez amanhã o teu rosto
se esconda no meu.
hoje é somente a nudez da despedida
e eu ignoro o dia.

mas o corpo
espera que anoiteça.

deixa ficar comigo a madrugada…




quinta-feira, 18 de junho de 2026

 

arde-me o corpo…

o desalinho da alma
esconde-se no silêncio.

amo-te e não chega

esvoaçam as palavras que larguei no vento da manhã

escrevo-te...




sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

 

os meus sonhos
vagueiam pela cidade
enquanto a tua boca desce pelo meu corpo

olho a lua
enquanto penso
os desejos
e os risos
que passam ao meu lado

de que servem as palavras
e as lágrimas
nos olhos nublados de tantos amanhãs…




domingo, 4 de janeiro de 2026

 

é na noite,
que os gestos do meu corpo
se colam no teu
e a minha voz se abandona ao vento…

gosto das palavras
que fazem amor.




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

com as mãos nuas
lavro o teu corpo...

amanhece.

há olhares
cúmplices
no escuro das palavras.




segunda-feira, 17 de novembro de 2025



o silêncio
traz o vento salgado,
o olhar
e a neblina que esconde
a poesia que escrevi
no teu corpo…






segunda-feira, 10 de novembro de 2025

chegaste agora
que a morte me nasce na garganta…

sigo o rasto do teu corpo.

pesam-me as palavras
ditas nas sombras do destino
e que trazem o som do silêncio da pele…

percorro as margens
da tua nudez.
resisto-me.

é tão larga a morte…

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

a noite pousa na pele do teu corpo nu...
e eu sou todo retina com medo que não regresses 








terça-feira, 5 de agosto de 2025

porque a distância acumula vazios
deito o meu corpo em madeiras ressequidas pelos fragmentos de ontem...






segunda-feira, 8 de julho de 2024

 e porque o estoriador vai uns dias (poucos) laurear a pevide deixa aqui um pensamento:


um dia a noite vai ensinar-me
a escrever poesia no teu corpo...

e porque quem deixa um, deixa dois

há vozes a passear pelos arredores da pele