quarta-feira, 22 de julho de 2026

é à noite
que a lua repousa
no ombro melancólico das gentes.

é à noite
que abraço o sonho
e me perco
no silêncio da tua boca
e no desejo dos meus lábios.

é à noite
que bebo o teu cheiro
a pinho silvestre
e te roubo um beijo
da boca
que sabe ao amor que fizemos
no nosso entardecer





sexta-feira, 17 de julho de 2026

 

esperas-me.

toco-te na chegada…

as minhas mãos pousam-te
o olhar quebra o silêncio
e há pureza na nudez.

a noite escreve linhas na
sombra
e é outro dia
ao virar da esquina.

quero-te.




quinta-feira, 16 de julho de 2026

 

aqui
arrefece a esperança
enquanto a espera se estende
tão longe daqui…

há memórias dispersas nas orlas do sono.
fecha-se a penumbra da ausência…

lá fora
ficam as ruas, avenidas, desertos, mares…
cá dentro
é tudo estranhamente na mesma.