é à noite
que a lua repousa
no ombro melancólico das gentes.
é à noite
que abraço o sonho
e me perco
no silêncio da tua boca
e no desejo dos meus lábios.
é à noite
que bebo o teu cheiro
a pinho silvestre
e te roubo um beijo
da boca
que sabe ao amor que fizemos
no nosso entardecer

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