terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 e para terminar 2025


desfolho caminhos,
olhares,
beijos até…

ouço a erva crescer
no voo dos pássaros
e na gravidez da tarde.

guardo os meus segredos
no espelho do teu olhar
e escondo o tempo
no limite das palavras…

espero-te na soleira do poema





 a todos os Amigos que vão passando por este espaço, desejo um excelente


e que ele seja o concretizador de todos os Vossos desejos


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

olho o horizonte...
entardeceu.

se regressares,
eu irei falar-te perto do olhar...





terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 

regresso ao começo.
ao silêncio
do que nunca foi dito.
ao ponto em que se pode esquecer
o que não importa
e nos inunda…

preciso de uma noite ao relento
caída na planície imensa…

quantas horas fazem um dia?

amanhã vou procurar os lençóis
onde desenhaste as mordidas dos lábios






segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

em sussurro respiro palavras
onde antes as horas se abriam ao sol trazido pela manhã.

há pedaços poéticos
perdidos no suor do tempo
e cumplicidades entrelaçadas em beirais de ternura

escondo a lua
deixando viúvo o sorriso…

regresso!
e dentro da porta fechada
escrevo mãos cheias de poemas.

faz-me falta uma noite de luar…




sábado, 20 de dezembro de 2025

 

coração cheio dentro
do peito
caminho na cidade
profanando a memória.

queria saber de
mim
e da solidão que era nossa.

mas o esquecimento são
lembranças perdidas
nos dias longos.

a tua pele beija-me…

falta demasiado tempo
para amanhã.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

 

cai a noite
no teu corpo perdido nas luzes da cidade.

desarrumo as horas
dos relógios parados
e espero a madrugada
em silêncio…

com palavras roubadas na folhagem
rabisco o poema no teu corpo de seda matinal




quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

com as mãos nuas
lavro o teu corpo...

amanhece.

há olhares
cúmplices
no escuro das palavras.




segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

na luz tépida olho os gestos
entre a pele e a voz.

contorno-te no interior das palavras
e em cada linha caminho apressado
por entre as luzes escondidas.
conto os passos.
o sonho tem silêncios repetidos
e sílabas perdidas na memória…

as sombras encobrem os corpos.
caem as fronteiras
e há suores perdidos

na simplicidade dos quereres 




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

ergo o corpo.
o quarto cheira a terra molhada…

o olhar ainda arregalado
fala de tantos sonhos

ou tão poucos…

preciso regressar aos teus braços,
abraços
e dizer-te baixinho
que te escrevi um poema
numa gota de chuva da noite passada.

depois…
depois galgo a janela e voo com o Sol.




quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

 

na hora imprecisa
escutam-se silêncios
da vida erótica da cidade
e há sorrisos dos deuses
perdidos em cada rua…

pedem-me um poema
e eu escrevo-o no orvalho
que cobre a manhã




quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

 

peguei na pena
e fiz poesia
no teu seio alvo.

há dias
em que a terra me aconchega
e eu sou dono do vento que vem do norte…




terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 

sinto próxima a chuva.
há um cheiro a terra que se espalha
dizendo fim ao Verão.

saudades da Primavera
e do silêncio das flores…

fazem-me falta os dias
em que as mãos se encontram
e amam.

fazem-me falta os dias
em que a poesia se passeia nos olhares
e os poetas são felizes
escrevendo sobre o amor.

escuto o som das horas.
meio-dia.
há sol espalhado pelas searas.





segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

o perfume brota da pele
cola-se,
veste-se de abraço,
sem pressa…

dobra-se o tempo
e há um oceano para ser navegado…





domingo, 7 de dezembro de 2025

a luz pousa
nos olhares da noite
e as palavras sentam-se
na espera da madrugada...

há sentires
que nos ocupam os dias




sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 

é no amanhecer que roubo
o ruído do orvalho
e o cheiro a terra molhada.

olho o horizonte
e saboreio as estrelas
que encobrem o vento
onde escondi o poema…

é manhã
e eu continuo vivo da noite



quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

escrevo silêncios sem nome
nos poemas feitos incertezas
que leio nas madrugadas pintadas de lusco-fusco.

sento-me no traço curvilíneo do ocaso
e espero o apelo da manhã…

há uma solidão que me veste
de horizontes sem lugar.




quarta-feira, 3 de dezembro de 2025


lentamente o olhar parte…

meu é só o mar.
apenas.
e o lugar onde anoiteces
e o abraço fica
às vezes.
sempre.

tudo o resto está por acontecer.
sinto-o na carne
quase sempre…
saudades.
sim.

sento-me na soleira dos espaços.
sinto falta da profundidade do teu olhar...