sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 

é no amanhecer que roubo
o ruído do orvalho
e o cheiro a terra molhada.

olho o horizonte
e saboreio as estrelas
que encobrem o vento
onde escondi o poema…

é manhã
e eu continuo vivo da noite



3 comentários:

  1. Quando adormecemos pensamos sempre que amanhã também é dia.
    Um abraço.

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  2. Poema que transmite uma sensação de dualidade entre noite e amanhecer, o encontro entre silêncio, natureza e a criação poética. A imagem do “roubo” do ruído do orvalho e do cheiro da terra molhada cria uma atmosfera sensorial forte. A linha “que encobrem o vento onde escondi o poema” sugere segredo, contemplação e a ideia de que a inspiração pode estar escondida nos espaços entre palavras. O contraste entre “é manhã” e “eu continuo vivo da noite” reforça a continuidade da vida e da criatividade que atravessa os ciclos diários.

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  3. Muito belo! Como belo é sempre tudo o que aqui escreve.

    Continuo firme na minha convicção de que os poemas foram escritos para nos deliciar - os seus - e jamais para serem analisados. Isso retirar-lhes-ia o sentido mágico...
    Um abraço, Zaratustra

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