paro . foram meia dúzia de passos esquecidos na rua de pedra
irregular . na parede do prédio azul as
sombras espalmam as grilhetas do tempo . a noite escorre pelos beirados .
lentamente estico os dedos na procura da lua que se vê no horizonte . a lonjura
desperta desejos colecionados em manhãs de silêncios .
dispo as palavras que marcaram os lapsos do meu olhar no teu corpo nu …
improviso um sorriso , um olhar , um medo de manhãs geladas …
amanhã talvez finja que os dias não sucedem às noites e estas aos dias.
domingo, 18 de fevereiro de 2024
sábado, 10 de fevereiro de 2024
palavras que reinventei com sílabas perdidas no silêncio das manhãs
guardo a luz inocente
escrita a cada madrugada
com caligrafia aprendida nas ruas escondidas.
bebo os rumores ditos por lábios entreabertos
enquanto abro amanheceres que a noite escondeu.
guardo o nome do teu rosto
e vou dizendo-o sempre
que nos amamos
ao entardecer,
que jantamos
ao anoitecer
que acordamos
no amanhecer…
a noite deixa-nos sentires no regaço
sábado, 3 de fevereiro de 2024
segunda-feira, 22 de janeiro de 2024
terça-feira, 16 de janeiro de 2024
o vento hoje não se cala
as árvores desdobram-se em movimentos bruscos.
acolho as palavras que debruaste a sorrisos e lanço-as sobre a tua pele…
queria olhar-te por dentro e beber todo o teu sentir…
estou a pensar escrever-te uma carta, eu sei que é algo que caiu em desuso, mas
mesmo assim vou escrever-te uma carta longa, assim poderíamos recordar dias,
horas, minutos, segundos até (sempre poucos para aquilo que desejamos eu sei), que
deixaram sempre beijos em falta pendurados nos lábios.
regresso à janela.
o vento continua ondulante.
o olhar caminha lentamente em direção ao horizonte e este mostra-nos as suas
transparências.
vou deitar-me… quero sonhar com arroz de míscaros...
até amanhã.
domingo, 14 de janeiro de 2024
a luz quebra
sobram-me os sonhos nas mãos e a memória dança nos gestos que acompanham as
palavras escondidas no orvalho das manhãs de neblina.
dispo-te a nudez…
e fico confinado às tuas fotografias.
lembro-me do aroma do amor feito.
de peito a arder
espero o eco do dia.
demoro a encontrar-me.
há tanta mas tanta estrada



.jpg)


.jpg)