abro a janela para os amanheceres. para trás ficaram noites a descer pelos prédios, luas amarradas nas esquinas, desejos escritos nas paredes, abraços de olhares e salivas nas despedidas… preciso de caminho para os meus passos. respiro…
sábado, 22 de março de 2025
a noite goteja
e cheira a terra molhada.
os ventos tristes procuram a manhã…
escuto a voz nunca ouvida
e o coração que já não bate
perdidos para além da lua errante.
há noites que duram anos...
domingo, 21 de julho de 2024
noites.
e o meu corpo sem ti… o silêncio rouba o sono das madrugadas
recorto as silhuetas perdidas na cidade e provo o gosto solitário do orvalho…