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domingo, 4 de maio de 2025

abro a janela para os amanheceres.
para trás ficaram noites a descer pelos prédios, luas amarradas nas esquinas,
desejos escritos nas paredes, abraços de olhares e salivas nas despedidas…
preciso de caminho para os meus passos.
respiro…






sábado, 22 de março de 2025

 

a noite goteja
e cheira a terra molhada.
os ventos tristes procuram a manhã…

escuto a voz nunca ouvida
e o coração que já não bate
perdidos para além da lua errante.

há noites que duram anos...




domingo, 21 de julho de 2024



noites.

e o meu corpo sem ti…
o silêncio rouba o sono das madrugadas

recorto as silhuetas
perdidas na cidade
e provo o gosto solitário do orvalho…