olho para mim e nem me reconheço,
somente o silêncio sabe da minha realidade.
pergunto-me se não sonho…
rasgo as horas
e espero o momento de te regressar à pele.
todas as noites coloco poemas no teu olhar…
todos os dias são dias de todas as coisas e por isso
gosto do estado poético em que vivo
enquanto deambulo pelas planícies, vales e montanhas
do corpo que me apresentas…
em lentidão vou desbravando a incandescente chama que se
liberta.
silêncio.
ainda é noite
e estamos juntos.
pernoito em ti.
pernoitas em mim.
já se enxerga o dia.
nascemos para o sonho…