sentado nos dias desfilo versos na geometria dos momentos e guardo o aroma das palavras no florir das manhãs… sinto as horas, vejo os sonhos, bebo beijos, calo o silêncio e nesta certeza quase incerta crescem murmúrios na madrugada...
enterro o corpo no teu regaço e enquanto penduro o meu olhar na linha do horizonteo mar sussurra-me madrugadas ao ouvido…
é noite e o silêncio está demasiado cheio… os lençóis cobrem olhos, pele, pelos , mas também desejo e vontade… no relento, depois de nos amarmos, bebo o orvalho das tuas mãos e adormeço no teu colo pela madrugada
às vezes escrevo...a pele amarra-me.
corre a tristeza nos caminhos puros da madrugada. o poema é aconchego de sentires porque as palavras florescem no terreno doce das searas. talvez amanhã descanse na sombra dos afazeres enquanto a liberdade está a passar por aqui.
caminho na cidade e as palavras dançam-me no peito…
é tempo do beijo de um beijo…
lá longe o poema que irei escrever enquanto os pássaros dançam a inquietude e na terra brilham luas de outras galáxias