domingo, 4 de janeiro de 2026

 

é na noite,
que os gestos do meu corpo
se colam no teu
e a minha voz se abandona ao vento…

gosto das palavras
que fazem amor.




sábado, 3 de janeiro de 2026

rasgo a pele…
solto o ritmo que me prende.

guardo o teu nome.
uma sílaba apenas…

abraço-me.
a névoa cerca-me na sombra
e a noite contorna-me o rosto…

deambulam frases sobre os dias parados
e entre o estar e o não estar há um espaço em branco
onde as palavras são tingidas de silêncio 




sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

 

pouco a pouco
descubro o teu rosto
sombreado pelo crepúsculo.

anoitece
e há memórias.

um beijo,
e o caminhar nu
por entre as palavras que dançam entre nós
e se escondem atrás das esquinas da cidade




terça-feira, 30 de dezembro de 2025

 e para terminar 2025


desfolho caminhos,
olhares,
beijos até…

ouço a erva crescer
no voo dos pássaros
e na gravidez da tarde.

guardo os meus segredos
no espelho do teu olhar
e escondo o tempo
no limite das palavras…

espero-te na soleira do poema





 a todos os Amigos que vão passando por este espaço, desejo um excelente


e que ele seja o concretizador de todos os Vossos desejos


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

 

olho o horizonte...
entardeceu.

se regressares,
eu irei falar-te perto do olhar...





terça-feira, 23 de dezembro de 2025

 

regresso ao começo.
ao silêncio
do que nunca foi dito.
ao ponto em que se pode esquecer
o que não importa
e nos inunda…

preciso de uma noite ao relento
caída na planície imensa…

quantas horas fazem um dia?

amanhã vou procurar os lençóis
onde desenhaste as mordidas dos lábios