terça-feira, 5 de maio de 2026

 

sentado nos dias
desfilo versos na geometria dos momentos
e guardo o aroma das palavras
no florir das manhãs…

sinto as horas,
vejo os sonhos,
bebo beijos,
calo o silêncio

e nesta certeza quase incerta
crescem murmúrios na madrugada...






quinta-feira, 30 de abril de 2026

enterro o corpo no teu regaço
e enquanto penduro o meu olhar na linha do horizonte
o mar sussurra-me madrugadas ao ouvido… 




quarta-feira, 29 de abril de 2026

 

é noite
e o silêncio está demasiado cheio…

os lençóis cobrem
olhos, pele, pelos ,
mas também desejo e vontade…

no relento,
depois de nos amarmos,
bebo o orvalho das tuas mãos
e adormeço no teu colo pela madrugada




sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

corre a tristeza nos caminhos
puros da madrugada.
o poema é aconchego de
sentires
porque as palavras florescem no
terreno doce das searas.

talvez amanhã
descanse na sombra dos afazeres
enquanto a liberdade está a passar por aqui.




quinta-feira, 23 de abril de 2026

 

caminho na cidade
e as palavras dançam-me no peito…

é tempo do beijo
de um beijo…

lá longe o poema que irei escrever
enquanto os pássaros dançam a inquietude
e na terra brilham luas de outras galáxias




terça-feira, 21 de abril de 2026


desenhei o teu rosto
numa noite de audácia

abraço as tuas mãos
e acaricio os teus beijos.
recito o avesso das palavras
enquanto me demoro
no teu corpo
inteiro…

bebo-te de lábios entreabertos
e olho-te no ruído do silêncio