um dia, um sorriso e sou eu. olho-me. recebo o orvalho nascido na madrugada. sento-me na soleira e espero o poema feito de versos brancos onde chamo por ti. com saudade presa na memória.
escorrego pelo dorso das casas até cair nos braços de algum poemaque tenha ficado pela rua
a brisa agita o poema lançado ao vento num fim de mar…
corre fácil a palavra
ardem poemas nos limites do mundo… o silêncio entra pela janela e na minha boca apenas o beijo da tua ausência
desce o crepúsculo em silêncio, hora de ponta na língua dos poetas… há pedaços de mim nas palavras com que te povoo o corpo e a boca lavrada pela sede do meu desejo. ofereço-te o amor como se fosse a origem da minha sede e bebo-te a cada madrugada…