chego com o vento
da madrugada
e deixo um beijo
nos teus lábios entreabertos…
desenho o teu rosto
no silêncio da planície
e bebo o teu olhar
na esquina do meu poema
escrevo recados breves
que penduro nos dias
frágeis,
enquanto viajo
por caminhos amarrotados
pelo tempo.
espero sempre
a noite,
a pele,
as estrelas
que olho da janela
onde me debruço a perceber o mundo.
amanhã talvez receba,
da tua boca,
a inocência num beijo cálido
que me diz que o vento
também sopra entre as dunas.