é na noite, que os gestos do meu corpo se colam no teu e a minha voz se abandona ao vento… gosto das palavras que fazem amor.
rasgo a pele… solto o ritmo que me prende. guardo o teu nome. uma sílaba apenas… abraço-me. a névoa cerca-me na sombra e a noite contorna-me o rosto… deambulam frases sobre os dias parados e entre o estar e o não estar há um espaço em brancoonde as palavras são tingidas de silêncio
pouco a pouco descubro o teu rosto sombreado pelo crepúsculo.
anoitece e há memórias.
um beijo, e o caminhar nu por entre as palavras que dançam entre nós e se escondem atrás das esquinas da cidade
e para terminar 2025
desfolho caminhos, olhares, beijos até…
ouço a erva crescer no voo dos pássaros e na gravidez da tarde.
guardo os meus segredos no espelho do teu olhar e escondo o tempo no limite das palavras…
espero-te na soleira do poema
a todos os Amigos que vão passando por este espaço, desejo um excelente
olho o horizonte... entardeceu.
se regressares, eu irei falar-te perto do olhar...
regresso ao começo. ao silêncio do que nunca foi dito. ao ponto em que se pode esquecer o que não importa e nos inunda…
preciso de uma noite ao relento caída na planície imensa…
quantas horas fazem um dia?
amanhã vou procurar os lençóis onde desenhaste as mordidas dos lábios