sábado, 22 de junho de 2024

domingo, 16 de junho de 2024

não tenho medo
da solidão,
das palavras perdidas,
dos desertos que se escondem,
dos sonhos que projetam futuros…

caminho pelas ruas desertas.

talvez amanhã possa habitar-te…





quarta-feira, 12 de junho de 2024



preso na saudade
deslizo pelo silêncio

crio sonhos policromáticos no interior da noite
que envelhecem as sombras
e criam delírios na brisa da madrugada.

a manhã amadurece nos nossos corpos
e eu bebo-te a sede da ressaca feita de memórias…

depois…
depois é o poema
inquieto,
curto
e denso
que espalho na brisa quente do Verão.



sábado, 8 de junho de 2024



interrogo-me sobre a veracidade dos dias…

um fio de luar toma conta da noite.
as memórias são pedaços dispersos.
olho a curva suave do horizonte
como se o meu olhar navegasse algures…

regresso à escrita.
a mão perde-se nas letras.
cada palavra é um desejo,
uma imagem…

a lua já adormece no meio das casas.
visto a roupa da véspera
e deixo o beijo e o afago nas palavras
escritas à beira dos lábios.

sexta-feira, 7 de junho de 2024

quinta-feira, 6 de junho de 2024

sexta-feira, 10 de maio de 2024

e a morte entrou pela noite...
cobarde,
apressada,
silenciosa...

tentamos arranjar todas as justificações, desculpar até o acto de sobranceria patente no partir, mas nada nos parece digno de compreensão
somente a raiva nos consome.

e agora fica-nos o vazio e o sofrimento

(6 de maio a partida do meu pai)