quinta-feira, 24 de setembro de 2026

 

o silêncio escondeu-se no meu olhar,
as palavras amontoaram-se no canto dos lábios
e a escuridão tomou conta da saudade.

para trás ficou a palavra escrita
num poema feito corpo.

finjo-te sonho
por entre paredes sem sombras.

mas gosto de sorrir enquanto encostas o teu rosto
à inquietude do meu peito.




4 comentários:

  1. Que fragmento poético lindo e intensamente melancólico.
    Há uma dualidade muito forte aqui: a dor da ausência em contraste com o calor da memória e do desejo.
    O poema parece transitar entre o vazio da solidão e o refúgio do afecto.

    ResponderEliminar
  2. Que texto lindo, transbordando de ternura e saudadem, onde as palavras fazem eco no silêncio do momento.
    Cumprimentos!

    ResponderEliminar
  3. Não está ninguém a encostar o rosto ao nosso peito mas... nós sentimos.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  4. El poema transmite sensaciones y ensoñaciones. Obrigado.

    ResponderEliminar