segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

desisto dos silêncios
e faminto de palavras
atravesso a tarde escondendo as lágrimas
na história escrita pelo vento.

espero a noite…

tenho sorrisos
que cortam o tempo,
enquanto desfolho o livro
na sombra do horizonte.




6 comentários:

  1. O autor desiste dos silêncios, como o compreendo, também preciso que me dêem palavras.
    Um abraço.

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  2. O silêncio em excesso adoece, assim como as palavras em demasia. Sempre quis caminhar nesse equilíbrio bom. Fez-me lembrar uma das canções dos Trovante, das menos conhecidas e que mais gosto que diz: "Tenho um sorriso fechado na palma da minha mão"
    https://www.youtube.com/watch?v=soBlBVVXCj0

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    1. gosto muito desse tema dos Trovante e sim gostei tanto do concerto no Meo Arena

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  3. O poema carrega um peso poético muito forte, quase como se o silêncio tivesse cansado a alma e a única saída fosse a escrita.
    Essa imagem de "esconder as lágrimas na história escrita pelo vento" sugere algo passageiro, mas que marca. E os "sorrisos que cortam o tempo" dão um tom de resistência, como se, mesmo na sombra, houvesse uma força afiada guardada para a chegada da noite.

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  4. Com tanto talento poético, quando poderei ver nos escaparates das Livrarias um livro de Poemas da autoria do Zaratustra ou do João, tanto faz?! 🙂

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    1. Janita tenho dois livros publicados e que se encontram esgotados, mas deixei de ter interesse em publicar, fico-me pelos blogues

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