quarta-feira, 3 de dezembro de 2025


lentamente o olhar parte…

meu é só o mar.
apenas.
e o lugar onde anoiteces
e o abraço fica
às vezes.
sempre.

tudo o resto está por acontecer.
sinto-o na carne
quase sempre…
saudades.
sim.

sento-me na soleira dos espaços.
sinto falta da profundidade do teu olhar...




3 comentários:

  1. Cada passo ecoa vazio, cada riso parece distante, como se a esperança tivesse se escondido atrás de nuvens cinzentas.

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  2. Quando temos o mar, o mundo é todo nosso!
    Abraço.

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  3. Existe um sopro humano nesse poema (como se o coração falasse baixo, entre o adeus e a esperança).
    Tudo nele é espera e ternura, o olhar ainda preso ao cais onde o sentir continua a acontecer.

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