quinta-feira, 5 de março de 2026


seguro o teu rosto…

olho-te
os teus lábios respiram os meus lábios
e as tuas mãos atrevem-se…

os nossos corpos escutam-se
e perdem-se
na pele,
na carne ardente
no grito rouco
sufocante
prisioneiro…

espraia-se a desordem
dentro de mim,
de ti…
e o ventre
e as coxas
e os seios
e o leito…

mas tenho a tua nudez
gravada na moldura dos dias




2 comentários:

  1. Desta vez temos um poema quase, quase erótico e muito lindo!
    Juntamente com a beleza desse pôr-do-sol, fazem um par belíssimo que se lê e relê.
    Gostei muito, sim senhor!

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