segunda-feira, 23 de março de 2026

na palma da mão
um sonho,
tu
e a fragilidade da espera…

o silêncio dança pelos cantos
em passos dispersos
e a minha boca
faz o contorno do teu nome.



3 comentários:

  1. Que poema forte e melancólico.
    Esse “contorno do nome” na boca sugere uma presença que, de tão ausente, acaba por se tornar física. É como se a espera não fosse apenas um tempo, mas um espaço onde o silêncio ganha corpo e se movimenta.

    ResponderEliminar
  2. Existem sonhos que cabem na palma da nossa mão, apesar de serem inalcançáveis, ainda se conseguem agarrar.
    Outros há, que de tão grandes, voam qual águia nos céus, e só permanecem vivos na nossa memória...

    ResponderEliminar
  3. Um poema delicado e íntimo, que traduz em poucas palavras a ternura da ausência e a esperança suspensa no silêncio. Amei.

    ResponderEliminar