segunda-feira, 23 de março de 2026

na palma da mão
um sonho,
tu
e a fragilidade da espera…

o silêncio dança pelos cantos
em passos dispersos
e a minha boca
faz o contorno do teu nome.



1 comentário:

  1. Que poema forte e melancólico.
    Esse “contorno do nome” na boca sugere uma presença que, de tão ausente, acaba por se tornar física. É como se a espera não fosse apenas um tempo, mas um espaço onde o silêncio ganha corpo e se movimenta.

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