desce o crepúsculo em silêncio,
hora de ponta
na língua dos poetas…
há pedaços de mim
nas palavras com que te povoo
o corpo
e a boca lavrada pela sede
do meu desejo.
ofereço-te o amor
como se fosse a origem da minha sede
e bebo-te a cada madrugada…

Evoca desejo, sede e entrega, com imagens fortes que conduzem a uma interpretação apaixonada e subtil. Elogio a sua intensidade e a maneira como funde corpo, palavra e desejo numa só pulsação.
ResponderEliminarDesde menina e moça, que o crepúsculo me desperta uma onda de melancolia, para a qual nunca encontrei respostas...
ResponderEliminarGosto muito deste seu jeito peculiar de ir juntando as palavras unindo-as em todos os sentidos, especialmente na carência de afectos. No desejo de dar e receber.
Começa no crepúsculo e acaba na madrugada, descer da noite, acordar do dia, horas de borboletas na pele.
ResponderEliminar