rasgo a pele…
solto o ritmo que me prende.
guardo o teu nome.
uma sílaba apenas…
abraço-me.
a névoa cerca-me na sombra
e a noite contorna-me o rosto…
deambulam frases sobre os dias parados
e entre o estar e o não estar há um espaço em branco
onde as palavras são tingidas de silêncio

Poema com ritmo fragmentado. Imagem de silêncio, ausência de palavras e sombra, identidade preservada no nome. Toca temas de presença | presente ausente, dualidade entre estar e não estar, e a neblina que o envolve. Oxigena-se na repetição de acções simples (abraço, guarda, ritmo), sugerindo intimidade e fragilidade.
ResponderEliminarHá lá coisa mai'linda do que escrever em ritmo poético,
ResponderEliminarassim, como se escrever palavras com um sentido tão belo, fosse a coisa mais natural do mundo.
Atrever-me-ia a dizer... quase com displicência.
Parabéns, Zaratustra!!
Um poema de intensa interioridade, onde o silêncio e a ausência dissolvem a fronteira entre o corpo e a memória.
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