e a morte entrou pela noite...
cobarde,
apressada,
silenciosa...
tentamos arranjar todas as justificações, desculpar até o acto de sobranceria patente no partir, mas nada nos parece digno de compreensão
somente a raiva nos consome.
e agora fica-nos o vazio e o sofrimento
(6 de maio a partida do meu pai)
sexta-feira, 10 de maio de 2024
quarta-feira, 17 de abril de 2024
segunda-feira, 8 de abril de 2024
a noite dança-me no olhar.
bebo um chá e regresso à leitura que se amontoa no chão ao lado sofá.
ensaio uma letra e depois outra...
as frases passeiam pela minha mente. guardo as importantes…
e as horas cavalgam a madrugada
- gosto desta solidão literária -
as janelas mostram-me raios brilhantes mas indecisos…
e num repente avassalador o despertador rouba-me do colo onde me aconcheguei,
levanto os olhos do livro e interrogo-me sobre o que guardei desta leitura
afinal tudo é fantasia
depois de uma leitura da “Espuma dos Dias” de Boris Vian
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