quarta-feira, 11 de março de 2026



olho-te com olhos de sentir,
com mãos inspiradas em ver-te,
com boca rasgada em beijos…

debruço-me sobre os gemidos
feitos pelos nossos corpos
submissos
escancarados
largados no cais feito de cetim.

lá fora
as luzes da cidade
acenam convites aliciantes.

gosto de ter os teus olhos
nas minhas palavras.



1 comentário:

  1. É uma entrega absoluta, quase táctil. O poeta escreve como quem desenha o desejo na pele, transformando o “cais de cetim” num refúgio onde o mundo exterior — com as suas luzes e convites — perde o sentido perante a urgência do toque.

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