terça-feira, 24 de março de 2026


há uma primavera feita de silêncios
e dias perdidos no calendário
que guarda as memórias
dos lugares que me sobram do interior do sono.

escondo do vento as sílabas
que guardei nos meus lábios.
na garganta há palavras que direi depois
quando, na escuridão,
levantares
a tua doce anatomia…




2 comentários:

  1. É uma ode lírica à paixão contida, à memória e ao desejo que emerge apenas na escuridão. Expressa sensação de primavera silenciosa, lembranças do interior do sono, palavras guardadas para ser ditas depois, diante da anatomia da pessoa amada.
    Em poucas palavras: desejo contido, memória evocada e promessa de fala futura.

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  2. Palavras que poderão até... nunca ser ditas.
    Um abraço.

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